Celular ‘bomba’ do ex-presidente da Câmara de Ferraz ‘explode’ no colo do filho vereador e ‘detona’ o governo Gambale

Desencadeada em 2024, a Operação Munditia, investigou fraudes em licitações em diversas prefeituras, incluindo a prefeitura de Ferraz de Vasoncelos, onde a investigação verificou o envolvimento do crime organizado em licitações promovidas pelo governo da cidade. Naquela oportunidade, o então vereador, ex-presidente da Câmara de Ferraz e apoiador de primeira hora do governo Gambale, Flavio Batista de Souza, o Inha, acabou sendo preso. Ele acabou renunciando ao mandato para conseguir a liberdade, mas, muito se falou depois daquela prisão sobre o que os promotores e policiais encontrariam no celular de Inha.  Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, já dá para saber o que os policiais e promotores encontraram no celular bomba do ex-presidente da Câmara de Ferraz. Isso porque a operação desencadeada nesta quarta-feira pelo GAECO e a ROTA foram subsidiadas com informações recuperadas no celular bomba de Inha. A consequência mais direta para o ex-presidente foi o afastado do seu filho, Ewerton Inha do mandato de vereador, mas a gestão Gambale também foi detonada pelos efeitos do celular bomba. De acordo com informações publicadas no site Metrópoles, nesta manhã, ficarão de fora das funções públicas o vereador Ewerton de Lissa Souza (Podemos); o coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente do município, Moacyr Alves de Souzao; o secretário de Administração, Adriano Dias Campos; e o secretário da Fazenda, Pedro Paulo Teixeira Júnior. O governo da prefeita Priscila Gambale poderá se manifestar sobre a operação e sobre os afastamentos nas próximas horas. Inha e seu filho Ewerton, bem como o presidente da Câmara, vereador Mineiro, poderão se manifestar também nas próximas horas.