Telemedicina deverá reduzir em até 85% fila de espera por especialidades, estima o secretário de Saúde em Arujá ao prestar contas aos vereadores da cidade

A implementação do serviço de telemedicina em Arujá deverá reduzir em até 85% a fila de espera por atendimento em especialidades, afirma o secretário de Saúde, Leonardo Santos dos Reis. Ele falou sobre o assunto durante audiência pública de prestação de contas realizada na última sexta-feira, na Câmara de Arujá, em resposta a um questionamento feito pelo vereador Professor Danilo (PSD). Na ocasião, Leonardo afirmou que o sistema está sendo avaliado e, por isso, ainda não foi divulgado. “Tem sido feito testes para consultas em cardiologia e neurologia a fim de entendermos demanda, tecnologia e formato. No momento certo será divulgado e ampliado”, garantiu.  A expectativa da Secretaria é que com a implementação do sistema haja impacto imediato na diminuição de 60% do número de pacientes em espera na fila. “Mas de seis a oito meses, esse número poderá alcançar 85%”, afirmou o gestor.

 

Participação ativa

 

Os vereadores participaram ativamente da audiência pública de saúde. Estiveram presentes Caio Mãos Solidárias (União), Juvenildo Barboza (PP), Renan de Arujá (PODE) e Tiago Ursão (MDB), presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social. O vereador Danilo participou à distância, porém, encaminhou suas dúvidas para serem lidas durante a atividade. Uma das preocupações expressas pelo vereador Juvenildo Barboza ao secretário tratou da “falta de empatia” e de um “olhar humanizado” dos funcionários da Farmácia de Alto Custo. O parlamentar pediu providências. Leonardo disse que o melhor caminho para melhoria do serviço é registrar a reclamação na Ouvidoria. O serviço é acompanhado pelo Ministério Público, pontuou. Renan de Arujá pediu ao secretário que estude a viabilidade de ampliar o número de médicos no Pronto Atendimento do Parque Rodrigo Barreto – o maior bairro de Arujá. O secretário ficou de estudar a demanda assim como outras formas de atendimento, como a telemedicina.

 

Ouvidoria

 

A Ouvidoria foi bastante citada na audiência inclusive por munícipes através do chat do YouTube da Câmara – por onde são transmitidas as audiências. Na rede social, a informação é de que o serviço não funciona.

 

Ao ser indagado pelo vereador Caio Mãos Solidárias sobre o assunto, o secretário negou problemas e disse que todos os registros são encaminhados ao Ministério Público e precisam ser respondidos em até 48 horas. “Receber reclamações é muito importante porque nos permite aprimorar o serviço”, disse Leonardo.

 

Outros dois pontos abordados por Caio trataram da melhoria das condições de trabalho para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s) e da ampliação do serviço de equoterapia. Em relação ao primeiro assunto, Leonardo afirmou que tem clareza sobre a importância de valorizar a atenção primária e de seu impacto positivo no sistema. Ele disse que terá reunião na secretaria para tratar do fornecimento de uniformes não apenas para os agentes como também para todos os servidores. Sobre a equoterapia, o secretário citou que o número de sessões foi ampliado de 2025 para 2026: subiu de 1.800 para 2.500 – porém, adiantou que estuda investir em outras formas de terapia para pacientes neurodivergentes, como a musicoterapia, e destacou que a Secretaria já possui atendimento multidisciplinar para esse público, inclusive, com a participação das famílias – uma reivindicação de Caio.

 

Pró-criança

Questionado por Tiago Ursão sobre o aumento no número de atendimentos no Pró-Criança e o excesso de pacientes de fora do Município utilizando o serviço, o secretário afirmou que “a sazonalidade está prevista em contrato”. Também garantiu, diante de uma dúvida do parlamentar, que o direcionamento de pacientes para fazer exames em laboratórios é uma opção dada ao paciente, mas que a coleta prossegue nas unidades. O esclarecimento foi feito porque Tiago Ursão informou ter recebido muitas reclamações da população sobre a suposta obrigatoriedade de ter de colher o material para exame fora da unidade de saúde.

 

Para finalizar, Leonardo respondeu a dúvidas publicadas pelo público no chat do YouTube. Em relação à demora no atendimento em dermatologia que é de um ano – segundo a munícipe – admitiu a dificuldade e disse que a demanda é de 2016/2017. “Estamos tentando resolver o problema. Acreditamos que com a telemedicina alcançaremos efetividade. Essa demanda é do Estado, entretanto, vale ressaltar, somos o único município do Alto Tietê a fazer diagnóstico de câncer com biópsia”, destacou.