Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) repercutiu, nesta quinta-feira, 25, a prisão do vereador petista Senival Moura. Ele afirmou que ninguém está imune a apurações e que as pessoas são responsáveis pelos próprios atos.
De acordo com o portal Metrópoles, a fala ocorreu no escritório da campanha do petista, no bairro do Pacaembu, zona oeste da capital paulista, durante coletiva de anúncio de Márcio França (PSB) como vice na chapa.
“Eu já disse reiteradamente o que eu penso de qualquer investigação. Para mim, a questão ética não é uma questão partidária. As pessoas são responsáveis pelos seus atos, têm que ser investigadas na forma da lei, com todas as salvaguardas legais de direito de defesa, tudo que se conhece do direito penal”, disse Haddad.
Na ocasião, Haddad também mencionou suposta ligação de integrante do PCC com o fornecimento de wi-fi na gestão Ricardo Nunes (MDB) e uma suposta tentativa do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de tentar salvar o banco Digimais, do bispo Edir Macedo, ao aprovar o fornecimento de crédito consignado a servidores.
Além do político, outros dois alvos foram presos durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público paulista na manhã desta quinta-feira (25/6). Mais duas pessoas com mandados de prisão expedidos pela Justiça paulista são procuradas.
Segundo a representação policial, obtida pelo Metrópoles, Senival é identificado como uma “instância superior de comando” no esquema. Trocas de mensagens revelaram que repasses financeiros e decisões empresariais dependiam da anuência do petista, tratado pelos codinomes “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”.







