Central de Regulação de Vagas de Saúde (CROSS) deve priorizar atendimento médico próximo aos pacientes, defende Clau Camargo

Quem depende da saúde pública nem sempre consegue atendimento médico de forma rápida ou em locais próximos de onde reside. Sistema gerido pela Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, que organiza vagas de consultas, exames especializados e transferências hospitalares, o CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) é responsável por esses encaminhamentos. No entanto, muitos pacientes acabam direcionados para hospitais distantes, localizados até mesmo em outras cidades.
“Quem já enfrenta uma doença precisa economizar forças para o tratamento, e não desperdiçá-las na estrada. Portanto, é preciso melhorar a fiscalização sobre o funcionamento do CROSS e cobrar para que os encaminhamentos priorizem, sempre que possível, o atendimento médico na própria região do paciente”, defende Clau Camargo, advogada e primeira-dama de Arujá, candidata à deputada estadual por São Paulo pelo PSD (Partido Social Democrático), nas eleições deste ano.
Clau também critica a falta de transparência sobre a fila de espera. “Não há qualquer previsão de onde e nem quando o paciente será atendido. Aos olhos de quem está sofrendo com uma doença mais séria, às vezes considerada extremamente grave, é uma fila totalmente invisível, que aumenta ainda mais a angústia da pessoa que está doente”, completa a candidata. Se eleita, uma das propostas da primeira-dama é dar mais transparência ao sistema e priorizar o atendimento dos pacientes em locais próximos.
“A saúde pública precisa ser organizada para atender às necessidades de quem está doente, garantir que o paciente seja acolhido com dignidade, agilidade e o mínimo possível de deslocamento. Dar transparência às filas, aprimorar a fiscalização do CROSS e priorizar os atendimentos dentro da própria região são medidas que podem contribuir para um sistema mais eficiente, humano e justo. Afinal, quem precisa de tratamento não pode ter como obstáculo a distância até o serviço de saúde”, conclui Clau Camargo.