A violência contra a mulher cresceu em janeiro, no estado de São Paulo, para além do aumento registrado de 22,7% nos feminicídios registrados pela Polícia Civil. Os números da Secretária da Segurança Pública (SSP) mostram um crescimento generalizado em crimes como homicídios dolosos (com intenção, excluindo-se os feminicídios), lesões corporais dolosas, ameaças, invasões de domicílio, danos, constrangimentos ilegais e outros que atentam contra a dignidade sexual (exceto, estupros).
Os dados oficiais relativos a janeiro mostram que os feminicídios cresceram de 22 para 27 casos no comparativo com igual mês de 2025. Também cresceram os homicídios dolosos que não foram caracterizados como feminicídios, subindo de 11 para 14. Outros crimes praticados contra mulheres também tiveram alta, como as ameaças, que cresceram 10,8%, passando de 8.705 para 9.646. Ocorreram ainda 1.301 ocorrências de dano contra pessoas do sexo feminino, um crescimento de 16,9% na comparação com 2025, quando foram 1.113 casos.
Mulheres foram vítimas de mais constrangimento ilegal no primeiro mês deste ano, com 22 registros, ante 14 de 2025 (aumento de 57,1%). Os casos de calúnia, difamação e injúria praticados exclusivamente contra mulheres passaram de 6.944 para 7.574, um crescimento de 9,1%.
Foram 382 invasões a domicílios em janeiro deste ano, ante 291 em igual mês de 2025. Os casos de lesão corporal dolosa (quando há a intenção de machucar) aumentaram 8,5%, passando de 6.015 casos, em janeiro de 2025, para 6.527, em igual mês deste ano. A morte da policial Gisele (que aparece nessa nota) deverá ser investigada como feminícidio, após ser informada como suicídio.





