A comparação estatística entre o Brasil e os quatro países semifinalistas da Copa do Mundo reforça impressões da torcida sobre ineficiência e passividade da seleção. Segundo números divulgados pela Fifa, a equipe de Carlo Ancelotti teve menos posse e finalizações, além de levar mais tempo para recuperar a bola, do que Argentina, Espanha, França e Inglaterra.
Brasil ineficiente na Copa?
O Brasil poderia ter balançado as redes mais vezes no Mundial, como mostra a comparação entre o número de gols e a estatística xG, que mede os gols esperados de acordo com o volume de jogo apresentado. Entre as semifinalistas, apenas a Espanha é menos eficiente — no entanto, compensa sendo a seleção com mais posse de bola e finalizações na Copa. Isso não é novidade para a torcida brasileira, que se indignou com oportunidades desperdiçadas na eliminação para a Noruega.
Passividade na marcação explica pouca posse de bola
O confronto com o país nórdico, no qual o Brasil passou apenas 34% do tempo com a posse de bola, também puxou a média da seleção para baixo neste quesito. O tempo limitado do time brasileiro com a bola não se deve à falta de precisão nos passes, mas sim à passividade na marcação, tão criticada pela torcida na partida da eliminação. O Brasil é o segundo país entre todos que disputaram o Mundial que mais leva tempo para recuperar a posse após perder o domínio. Curiosamente, o primeiro é a Noruega. Portanto, a postura de pouca intensidade verde-amarela nas oitavas de final propiciou ritmo de jogo confortável ao adversário.
Semifinais da Copa do Mundo
Agora, as quatro melhores seleções do Mundial colocarão os seus modelos de jogo à prova em confrontos diretos. Na terça-feira (14), França e Espanha se enfrentam às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas (EUA). No dia seguinte, no mesmo horário, Argentina e Inglaterra duelam no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA).









