Lisandro, ex-vereador de Suzano e atual secretário de Comunicação em Ferraz é absolvido, após sete anos, em caso de ‘rachadinha’ na Câmara

 

O ex-vereador de Suzano Lisandro Frederico foi absolvido pela Justiça no caso em que era acusado de praticar “rachadinha” ao exigir que ex-assessoras repassassem parte dos salários para uma ONG e para o gabinete. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.

 

Segundo a sentença do juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, não há provas suficientes para condenar o ex-parlamentar. Lisandro havia sido denunciado pelo Ministério Público em 2019 pelo crime de concussão.

De acordo com a denúncia, quatro ex-assessoras eram obrigadas a fazer pagamentos para a ONG Projeto Adote Suzano (PAS) e para o gabinete do então vereador.

A concussão ocorre quando um agente público exige, para si ou para outra pessoa, uma vantagem indevida em razão do cargo que ocupa. A exigência de devolução de parte do salário de servidores ou assessores é popularmente conhecida como “rachadinha”.

No processo, porém, a Justiça concluiu que não há provas suficientes de que os pagamentos tenham ocorrido por exigências ou ameaças feitas pelo ex-vereador.

 

Denúncias também foram investigadas pela Câmara

As acusações contra Lisandro Frederico também foram investigadas pela Câmara Municipal de Suzano. Em nota, a Câmara informou que as duas comissões processantes abertas após as denúncias foram arquivadas por falta de elementos que comprovassem a prática de “rachadinha”.

O caso veio a público em 2019, quando ex-funcionárias da ONG criada pelo então vereador relataram que conseguiram cargos na administração municipal por influência dele e passaram a fazer repasses de parte dos salários.

 

Na época, duas mulheres afirmaram que os pagamentos incluíam valores destinados à ONG e ao gabinete. Elas também disseram que havia ameaça de perda do cargo caso os repasses não fossem feitos.

 

Lisandro Frederico negou as acusações à época. Ele afirmou que nunca recebeu parte dos salários dos assessores e sustentou que os pagamentos feitos à ONG eram doações de pessoas que já participavam da entidade antes de ocuparem cargos públicos.