A cúpula do PL avalia que a definição do segundo nome ao Senado por São Paulo na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve ocorrer entre uma semana e dez dias. De acorco com reportagem da revista IstoÉ digital, a tendência é que seja confirmado o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, como candidato ao Senado por SP, com apoio do governador paulista.
André do Prado e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniram nesta semana com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que era o dono da vaga inicialmente. Ele desistiu da candidatura ao Senado por São Paulo após se exilar nos Estados Unidos em março do ano passado. Para a cúpula do PL, Eduardo é quem dará o aval ao nome na composição.
O encontro teve como objetivo consolidar o apoio ao nome do presidente da Alesp. De acordo com aliados, foi considerado “positivo”, restando apenas ajustes finais para a confirmação. Inclusive, correligionários do PL em São Paulo já “comemoram” as altas chances da escolha de André nos bastidores. Outro postulante, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) também deve se encontrar com Eduardo nos próximos dias. Esse interessado, entretanto, já teria sido rifado por Michele Bolsonaro.
O avanço pelo nome de André do Prado como candidato ao Senado por SP ocorre após uma articulação direta de Tarcísio de Freitas, que entrou em contato com interlocutores bolsonaristas para tentar o aval ao nome do aliado na segunda vaga na chapa. Um dos contatos teria sido com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, e outra ligação teria sido feita para Eduardo Bolsonaro. Para aliados do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio tem defendido um nome com perfil mais moderado para composição de sua chapa, como André do Prado.
Interlocutores de Flávio Bolsonaro acreditam que a escolha do presidente da Alesp pode resolver um outro impasse interno: o mergulho de Tarcísio na campanha presidencial. Aliados do senador apontam que a escolha de André deve forçar o envolvimento do governador paulista na campanha do “01” ao Palácio do Planalto. Até então, tanto pessoas próximas do parlamentar quanto a alta cúpula do Palácio dos Bandeirantes apostavam em uma distância de Tarcísio de Freitas da campanha de Flávio.





