O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta quarta-feira um pacote de ações de meio ambiente no estado que incluiu o investimento de R$ 23,5 bilhões na despoluição dos rios Tietê e Pinheiros até 2029. O anúncio aconteceu um dia depois de uma mancha de espuma tóxica aparecer no Rio Tietê, na altura das cidades de Itu e Salto, e foi feito durante um evento no Parque Ecológico do Tietê (sem avisar a imprensa), na Zona Leste da capital paulista, em razão da Semana Mundial do Meio Ambiente.
No evento, Tarcísio também prometeu investir R$ 24 milhões para revitalizar a ciclovia do Rio Pinheiros, onde os ciclistas vêm sofrendo com assaltos e falta de iluminação durante os treinamentos de bike. A revitalização será feita em conjunto com a empresa privada Emae, que foi privatizada em 2024 pelo governador de SP e passou, há cerca de três meses, a ser controlada pela também privatizada Sabesp.
Segundo o governo paulista, os dois rios terão monitoramento por satélite das condições da água abertas ao público e em tempo real, além da instalação de boias inteligentes de monitoramento da qualidade das águas. O governador também afirmou que vai ampliar em 20% a captação de lixo no Rio Pinheiros.
No evento, Tarcisio evitou, porém, falar em data para despoluição total dos dois rios, mas afirmou que “daqui alguns anos vamos ter um Tietê e um Pinheiros completamente diferentes do que a gente tem hoje”.
“Muitos tentaram, ninguém foi em frente. E a gente foi e estamos fazendo a diferença. E daqui uns anos vamos ter um Tietê e um Pinheiros completamente diferentes do que a gente tem hoje. Não é milagre, é técnica”, declarou.
Espuma tóxica no Tietê
O Rio Tietê amanheceu coberto por uma espuma tóxica e com baixo volume de água nesta terça (9) e quarta-feira (10), na região de Itu e Salto (SP). O fenômeno é causado pela poluição vinda da capital paulista, como detergentes e produtos químicos. Esses resíduos formam a camada branca ao serem agitados pela força da água nas quedas do rio. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a falta de chuvas recentes agrava o problema. A seca diminui a vazão do rio e concentra os poluentes, o que intensifica a formação da espuma.






