MPE PEDE QUE A JUSTIÇA ELEITORAL BARRE A CANDIDATURA DE RICARDO SALLES AO SENADO; SAIBA OS MOTIVOS: DEPUTADO DO ‘VAMOS PASSAR A BOIADA ESPERNEIA’

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não registre a candidatura do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado. A manifestação foi assinada na manhã desta segunda-feira, 3, pelo procurador-regional eleitoral substituto José Ricardo Meirelles e aponta falta de certidões de objeto e pé de ações contra o parlamentar.

 

Por meio de suas redes sociais, Salles disse que o documento faltante diz respeito a um processo por conta da participação em uma das motociatas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esta ação, relata, teria mudado da justiça estadual para a federal por diversas vezes. A certidão anexada aos autos, assim, apenas daria conta de uma das movimentações. Mesmo assim, o deputado disse que sua equipe irá regularizar a situação.

Ao final, o parlamentar culpa o cartório eleitoral pela falta de detalhamento na certidão, mas alega que o episódio teve a vantagem de mostrar quem realmente estava ao lado de Bolsonaro no passado.

 

Salles aproveita o vídeo para fazer uma provocação ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), dizendo que não o viu na motociata. “Acho que ele não era tão bolsonarista quanto ele quer fingir que é hoje em dia”, concluiu. Ao final, o parlamentar culpa o cartório eleitoral pela falta de detalhamento na certidão, mas alega que o episódio teve a vantagem de mostrar quem realmente estava ao lado de Bolsonaro no passado.

Os ataques gratuitos ocorrem porque  Salles ficou de fora da aliança de direita por conta da inclusão do ex-depuatado federal Eduardo Bolsonaro (PL) como suplente de do Prado, estratégia que o filho de Bolsonaro optou por deixar de lado, vendo riscos jurídicos na estratégia. O ex-ministro do Meio Ambiente até aceitaria ficar de fora do pleito, mas tinha um nome como condição para que isso ocorresse: o do vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL).  Salles ficou ‘conhecido’ no governo de Bolsonaro por ser gravado em uma reunião dizendo que o presidente deveria aproveitar o período (dramático) da pandemia de Covid-19 para passar a boiada, o que significaria aprovar projetos que poderiam prejudicar o Meio Ambiente porque a população não perceberia em razão do sofrimento causado pela pandemia.