LINHA 12-SAFIRA (QUE TRANSPORTA PASSAGEIROS DE ITAQUÁ E CALMON VIANA/PÓA) VOLTA A TER PROBLEMAS; QUEM VAI RESOLVER É A CPTM OU TRIVIA TRENS?

Uma falha nos sistemas de energia prejudica a operação da linha 12-Safira, do sistema ferroviário de São Paulo, na manhã desta terça-feira, dia 11. Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os trens circulam com velocidade reduzida e maior intervalo de parada em toda a extensão da linha.

 

Privatizada pela concessionária Trivia Trens e devolvida à CPTM temporariamente, a linha 12-Safira apresentou uma sequência de problemas recentes, incluindo um incêndio em um dos vagões. Na última semana, a operação ficou paralisada durante a greve dos ferroviários.

O serviço das linhas 11-Coral, 12-Jade e 13-Safira foi assumido pela Trivia Trens no final de julho. Com o contrato de concessão, a empresa prometeu ampliar a capacidade operacional da rede e realizar melhorias de infraestrutura, incluindo a construção de novas estações.

No entanto, ao menos sete falhas foram registradas nos primeiros dois dias de gestão. No dia seguinte à inauguração, a estação Brás (Linha 12) teve funcionamento reduzido e, segundo internautas, ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação e filas que ocupavam toda a plataforma. A estação Barra Funda (Linha 11) também teve funcionamento reduzido e um dos trens em operação foi esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.

 

O problema mais grave aconteceu na madrugada do dia 23 de julho, dois dias após o início da operação da Trivia Trens. Na ocasião, o serviço foi interrompido devido a um incêndio em um trem da linha 12 (veja o vídeo acima). Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão. Mais tarde, no mesmo dia, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação das três linhas e atuasse em conjunto com a Trivia Trens.  O governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, precisa dizer claramente se é a CPTM ou a Trivia quem precisa fazer o serviço funcionar  sem tantas falhas.