Vereadores de Mogi aprovam Moção de repúdio contra ex-dirigente de Ensino por apologia a regimes totalitários (Adolf Hitler e Benito Mussolini)

 

Em sessão ordinária realizada nesta quarta-feira, 2, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou a Moção de Repúdio n.º 112/2026, que manifesta veemente desaprovação às declarações atribuídas à ex-dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes, Roselaine Batalha Silva, por enaltecer figuras como Adolf Hitler e Benito Mussolini.

 

A autoria da Moção é da Comissão Permanente de Educação do Legislativo, formada pelos vereadores Malu Fernandes (PL) — presidente — e pelos  membros Priscila Yamagami (PL), Inês Paz (PSOL), Edu Ota (Podemos) e Johnny da Inclusão (Avante).

 

A Moção detalha que, durante uma reunião virtual em 12 de agosto de 2026 com diretores de escolas da rede estadual, a ex-dirigente teria recomendado biografias dos ditadores nazifascistas como referências “estimulantes de liderança”.

 

Segundo o documento, notícias da imprensa indicaram que a servidora classificou Adolf Hitler como um “líder excepcional” e a obra “Mein Kampf” como “leitura inspiradora”, mesmo reconhecendo os crimes cometidos pelo ditador.

 

O texto aponta ainda que tais manifestações não seriam isoladas, mas recorrentes em reuniões conduzidas pela então dirigente.

 

Inês Paz, que é professora aposentada da rede estadual, explicou suas razões. “Pressionamos, e o governador foi obrigado a retirá-la do cargo. As palavras dela refletiram a conivência do Governo do Estado, já que o posto de diretora é uma indicação do governador. Nossos profissionais estão adoecendo com tanto assédio da diretoria”.

 

A vereadora Malu Fernandes (PL), presidente do colegiado, também se manifestou. “Discordo sobre a opinião da vereadora Inês Paz sobre o governador. Tanto que ele removeu a referida dirigente do cargo. Minha Moção é um apoio aos nossos gestores e demais profissionais de Educação. Precisamos combater a verdadeira epidemia de saúde mental que acomete nossos educadores. Esperamos que o próximo dirigente de Ensino tenha mais respeito na orientação de nossos educadores”.

 

A vereadora Priscila Yamagami, integrante da Comissão e professora, foi mais uma a deixar sua mensagem. “Educadores são pessoas que devem dar o exemplo. Mas hoje não podemos mais passar o pano sobre a crise da Educação. Não é só em São Paulo, mas em todo o país. Precisamos discutir a educação de forma mais intensa. Os professores estão adoecidos sim. É preciso um debate profundo”.