Agora vai? Prefeitura de SP e Jockey Club assinam termo de cooperação para criação de novo parque municipal que deverá ficar pronto em 2028

Após vários anos de indefinições, a Prefeitura de São Paulo e o Jockey Club assinaram, na última quinta-feira, um termo de cooperação para a criação de um parque municipal no bairro de Cidade Jardim, na Zona Sul. O espaço será implantado no interior da pista do hipódromo, em uma área de aproximadamente 85 mil metros quadrados que será cedida ao Município.

“Vamos construir mais um parque na cidade, que vai se somar aos 16 que já entreguei. Estamos ampliando a cobertura verde na cidade”, comemorou o prefeito Ricardo Nunes durante a assinatura do termo.

O projeto prevê quadras esportivas, lagos, bosque sensorial, circuito de caminhada, espaços infantis e áreas destinadas aos animais de estimação, além de ambientes de convivência e lazer. Com investimento privado estimado em R$ 100 milhões, o parque deverá ser entregue à população até 1º de outubro de 2028.

O termo de cooperação, que envolve a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e a Procuradoria Geral do Município (PGM), estabelece que o Jockey Club será responsável pelas obras e pela cessão da área ao Município, garantindo a convivência entre o novo parque e as atividades do hipódromo.

A secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento, Elisabete França, destacou a importância da iniciativa. “Atendemos esse desejo do município de tanto tempo, de transformar aquela área que não está sendo aproveitada em um grande equipamento. Nós já estamos pensando em conectar com a operação urbana, fazer uma passarela para ciclistas, já estamos avançando nessa tarefa.”

A assinatura do termo ocorre após a formalização de um acordo entre o Jockey Club e o banco BTG Pactual, destinado à quitação de dívidas do clube com o Município, à restauração de bens tombados e à remodelação do hipódromo. A parceria, aprovada por unanimidade pelos associados do Jockey em assembleia realizada em 13 de outubro, viabilizou o pagamento de R$ 228 milhões em impostos atrasados à Prefeitura.

A criação do parque amplia a oferta de espaços públicos de lazer e convivência na cidade, conciliando a preservação do patrimônio histórico com a valorização ambiental e urbana da região.